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Os 5 documentários favoritos de Herzog

Aqui no Navega nós amamos documentários e Herzog é um dos diretores favoritos da casa. Recentemente o  jornal inglês The Guardian publicou uma lista com os 5 documentários favoritos do alemão Werner Herzog. Apesar de ter realizado mais de 70 filmes, ele afirma assistir apenas uns 3 títulos por ano. Assim como Carlos Nader, Herzog se considera um homem de livros, está sempre lendo alguma coisa sobre temas diversos. Sua última paixão é o historiador da Grécia Antiga Diodorus Siculu e seus escritos sobre o pai de Alexandre o Grande, Felipe II da Macedônia. “Se você pegar a telenovela brasileira mais absurda, ela não dá conta de Diodorus Siculus.” Pra quem ficou curioso, o livro está disponível em ebook com tradução para o inglês.

Outra similaridade com Nader vem na visão de Herzog sobre documentários, para ele o problema é que muitos filmes “não se divorciaram do jornalismo. São geralmente ‘filmes sobre temas’ tratando de um problema social, onde tem que ter redenção e esperança no final.” Já o cinema vérité “não pode se afirmar de fato como vérité (verdade) - isso é bobagem e não acredito nisso”. Um documentário excepcional deveria ser algo completamente distinto do jornalismo: o que ele pode e deveria fazer é buscar “através da poesia, através de uma visão profunda e iluminada algo que possa ser verdadeiro”. Nesta lista com quatro filmes (e uma escolha extra) estão alguns que chegam perto disso. “Me faça um favor e assista à estes filmes”, pede o mestre.

 

O Ato de Matar
(The Act of Killing, Joshua Oppenheimer, 2012)

Sou produtor executivo deste filme sobre o genocídio na Indonesia,  então minha resposta é um pouco parcial. Eu estava em Londres, e alguém me disse: “Tem um jovem, Joshua Oppenheimer, que quer desesperadamente te conhecer.”Então ele abriu o laptop e me mostrou nove minutos de material. Eu nunca tinha visto nada igual. Era inacreditável. Então me tornei consultor e ajudei a moldar o filme, mas já estava todo filmado, foi mais pra moldar a narrativa. O final do filme estava completamente picotado na versão dele. Eu disse: ‘Tem mais material?’ e ele me mandou o material bruto como saiu da câmera, algo em torno de 4 minutos, sem cortes. E eu disse: “Deixe sem cortes e coloque como está. Ninguém vai ver algo assim de novo.” E, é claro, algumas pessoas foram contra e ficaram com vergonha de dizer. E eu disse pra ele: “Joshua, se você não colocar esse material no final do filme com o está, você terá vivido em vão.” Ele colocou.

 

Os Mestres Loucos
(Les Maîtres Fous, Jean Rouch, 1955)

É possivelmente o melhor documentário já feito. É sobre trabalhadores em Ghana: nos finais de semana, eles iam até as montanhas e se dopavam mascando um tipo de folhagem e faziam rituais muito, muito estranhos sobre a chegada de um alto comissário da Rainha da Inglaterra. Foi filmado com uma câmera de recursos limitados, então a duração máxima de cada cena era de 24 segundos.

 

A Tristeza e a Piedade
(Le Chagrin et la Pitié, Marcel Ophüls, 1969)

Este filme que me veio na lembrança, sobre a resistência francesa, mudou a percepção dos próprios franceses com relação  a um apoio total à résistance. Que claro, era um mito, e isso mudou um tanto. É um filme bem longo, mais de quatro horas. Ele se debruça sobre imagens da França ocupada e da posterior libertação, e é uma auto-investigação implacável.

 

Vernon, Florida

(Errol Morris, 1981)

Este é o segundo documentário dele, depois de Gates of Heaven, e na época eu incentivei Errol a fazer o filme, ele era bem jovem. Ele passou um tempo numa cidade pequena da Florida, só convivendo e conversando com os moradores do lugar. E é um mundo completamente incrível e de fantasias e esquesitices. Você precisa ver. Como posso descrever? Eu não sou um resenhista. É um filme muito, muito bom.

 

O Homem Urso
(Grizzly Man, Werner Herzog, 2005)

Já chegamos na meta de quatro filmes. Mas se tivermos que continuar, vamos acrescentar O Homem Urso. Porque nunca vimos nada como isso. Tem uma intensidade, e o personagem é muito, muito fascinante. Então dei uma roubada na lista enfiando um filme meu - são todos bons, vamos combinar.  

 

E pra você quais são seus 5 documentários favoritos?

 

Werner Herzog está com filme novo lançado na appleTV, Fireball é mais uma colaboração entre o cineasta e o vulcanologista Clive Oppenheimer. Desta vez a dupla vai atrás dos meteoros e o imaginário que trazem consigo.

 

 

Leia a matéria na íntegra

 

  

 

 

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